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Eleusa Mamede Arte sacra
em estilo barroco, terracota policromada Contato:
62-3954-5652 ou fmpgomes@yahoo.com.br |
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As santas imagens A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa
principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e
incompreensível: é a Encarnação do Filho de Deus que inaugura uma nova
“economia” das imagens: Antigamente,
Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado
por uma imagem. Mas agora que se mostrou na carne e viveu com os homens posso
fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (...) Com o rosto descoberto,
contemplamos a glória do Senhor (S. Juan Damasceno, Imag. 1,16). Para
expressar brevemente nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da
Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem. Uma
delas é a representação pictórica das imagens, que está de acordo com a
pregação da história evangélica, crendo que, verdadeiramente e não em
aparência, o Verbo de Deus se fez carne,
o qual é também útil e proveitoso, pois as coisas que se esclarecem
mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco (Cc. de Nicea II, ano 787: COD p. 135). (Catecismo da Igreja Católica, 1159-1162) |
1161 Todos os sinais da celebração litúrgica são
relativos a Cristo: são-no também as imagens sacras
da santa mãe de Deus e dos santos. Significam o Cristo que é glorificado
neles. Manifestam "a nuvem de testemunhas" (Hb
12,1) que continuam a participar da salvação do mundo e às quais estamos
unidos, sobretudo na celebração sacramental. Por meio de seus ícones,
revela-se à nossa fé o homem criado "à imagem de Deus" e
transfigurado "à sua semelhança", assim como os
anjos, também recapitulados em Cristo: Na trilha
da doutrina divinamente inspirada de nossos santos Padres e da tradição da
Igreja católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita
nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens,
bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas
pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser
colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras,
sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso
Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e
santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos.
(Cc. de Nicea II: DS 600). 1162 “A beleza e a cor das imagens estimulam minha
oração. Es una festa para
meus olhos, do mesmo modo que o espetáculo do campo estimula meui coração para dar glória a Deus” (S. João Damasceno, Imag. 127). A contemplação das sagradas imagens, unida à
meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, forma parte da
harmonia dos sinais da celebração para que o mistério celebrado se grave na
memória do coração e se expresse logo na vida nova dos fiéis. |
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Verdade, beleza e arte sacra A
Sabedoria é um eflúvio do poder de Deus, emanação puríssima da glória do
Todo-Poderoso; por isso nada de impuro pode nela insinuar-se. É reflexo da
luz eterna, espelho nítido da atividade de Deus e imagem de sua bondade (Sb 7,25-26). A sabedoria é mais bela que o sol, supera
todas as constelações. Comparada à luz do dia, sai ganhando, pois a luz cede
lugar à noite, ao passo que, sobre a Sabedoria o mal não prevalece (Sb 7,29-30). Enamorei-me de sua formosura (Sb 8,2). (Catecismo da Igreja Católica, 2500-2503) |
2501. "Criado à imagem de Deus", o homem
exprime também a verdade de sua relação com o Deus Criador pela beleza de
suas obras artísticas. A arte de fato é uma forma de expressão própria mente
humana; acima da procura das necessidades vitais, com a todas as criaturas
vivas, ela é uma superabundância gratuita da riqueza interior do ser humano.
Nascendo de um talento dado pelo Criador e do esforço do próprio homem, a
arte é um forma de sabedoria prática, que une conhecimento e perícia para dar
forma à verdade de uma realidade na linguagem acessível à vista e ao ouvido.
A arte inclui certa semelhança cor a atividade de Deus na criação, na medida
em que se inspira na verdade e no amor das criaturas. Como qualquer outra até
atividade humana, a arte não tem um fim absoluto em si mesma mas é ordenada e
enobrecida pelo fim último do homem. 2503.
Por isso devem os bispos, por si ou por delegação, cuidar de promover a arte
sacra, antiga e nova, sob todas as formas, e afastar, com o me mo zelo
religioso, da liturgia e dos edifícios do culto, tudo o que não harmoniza com
a verdade da fé e a autêntica beleza da arte sacra. |
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"Não farás para ti imagem esculpida de
nada..." 2129. O mandamento divino incluía a proibição de
toda representação de Deus por mão do homem. O Deuteronômio explica:
"Uma vez que nenhuma forma vistes no dia 2130. No entanto, desde o Antigo Testamento, Deus
ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbólica mente
à salvação por meio do Verbo encarnado, como são serpente de bronze, a Arca
da Aliança e os querubins. (Catecismo da
Igreja Católica, 2129-2132) |
2131. Foi fundamentando-se no mistério do Verbo
encarnado que (sétimo Concílio ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou,
contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da
Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus
inaugurou uma nova "economia" das imagens. 2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao
primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a hora prestada a
uma imagem se dirige ao modelo Original, e "quem venera uma imagem
venera a pessoa que nela está pintada. A honra prestada às santas imagens é
uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a
Deus: Oculto
da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera
em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o
movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende
para a realidade da qual é imagem. |