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Eleusa Mamede Arte sacra
em estilo barroco, terracota policromada Contato:
62-3259-9313 ou fmpgomes@yahoo.com.br |
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+ OBRAS |
ESCULPINDO... |
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Introdução Eleusa, considerada uma das maiores santeiras de
Goiás, desde muito nova já surpreendia a todos por seus dons artísticos.
Fazia desenhos com perfeição, rostos e paisagens. Aventurou-se pela pintura e
esculpia “carranquinhas” Seu estilo é marcado por realismo e movimento,
próprios do Barroco, mas também a suavidade e perfeição dos rostos. Acredita
que tal perfeição tenha fonte no amor à família e aos filhos. Atualmente,
mora em Goiânia, onde tem seu atelier, expondo suas peças nas galerias de
arte da cidade. Suas peças estão espalhadas pelo estado, inclusive em várias
igrejas, como a de Nossa Senhora da Abadia (80cm), na Cidade de Goiás e a do
Sagrado Coração de Jesus (120cm), Início Era uma vez, no interior de Minas Gerais, uma menina
que adorava desenhar. Entre estudos regulares e a descoberta do desenho, ela
foi passando a infância, descobriu a escultura e “deu cabo” de um sem número
de lápis e tocos de giz, onde esculpia carranquinhas diversas. Ao passar à
adolescência, iniciando a vida adulta, a arte continuou a falar mais alto. A
vida, é claro, foi se diversificando: Veio o curso superior de Direito, o
marido, os filhos, e a arte falando mais alto, solicitando maior dedicação. Não deu outra. Há quinze anos, Eleusa Mamede acabou
por descobrir, em meio a novas propostas de trabalho didático, a força da
argila e das massas. Entre ensinar as crianças e dar alento ao que passava na
alma foi um passo: nasceu a Eleusa escultora, Eleusa Santeira, que arregaçou
as mangas e arrumou tempo para buscar técnica, esmero e o melhor barro. Eleusa, mulher, mãe, professora, retornou à
infância. Saiu a fazer visitas, a conversar com outros artistas, curiosa para
entender do barro, da textura, do jeito que era preciso fazer para amassar e
conseguir então colocar o barro “em pé”, com diferentes formas. O tempo das pesquisas passara. Eleusa dera fim à
interna curiosidade e conseguira assimilar técnicas próprias, descobrir o
mundo da escultura em argila e barro. Arte Sacra De descoberta em descoberta, Eleusa chegou à paixão
maior: a arte sacra. Apaixonada pelos santinhos, talvez em função de toda uma
cultura religiosa adquirida na infância, a figura de Nossa Senhora, acabou
por seduzir de vez a santeira que começava. “Sabe, quando consegui desenhar
ainda no papel a primeira Nossa Senhora, com tecido em dobras, com certa
proporção, foi uma felicidade” – explica Eleusa. Hoje, sem deixar para trás o barroco em que se
aventurara, passou ao rococó, onde as proporções, o panejamento, as dobras
dos mantos e tecidos é como se estivessem mesmo se movimentando. Nas
pesquisas de hoje a busca é outra: “procuro descobrir os registros
iconográficos já encontrados nas histórias das Santas. Vou ao encontro dos
títulos que o povo deu e que a Igreja aceita”, registra a artista. Nas imagens mais diversas, um detalhe chama a
atenção, a perfeição dos rostos e das mãos. Cada Nossa Senhora que nasce do
trabalho de Eleusa Mamede mostra um rosto com feição diferente, sempre marcado
pela suavidade e delicadeza das linhas e traços. Nas mãos o mesmo se repete.
E nos mantos, a possibilidade do existir no real transforma tudo em um
perfeito conjunto. Seja uma Santa Teresinha ou Nossa Senhora Aparecida, nossa
padroeira do Brasil. (Este texto foi
digitalizado há muito tempo, e depois adaptado, de matéria publicada no
jornal O Popular, mas não temos mais o exemplar para fazer a devida citação.
Se alguém souber, favor entrar em contato conosco) Palavras do filho Seu filho mais velho, Flávio, comenta da mãe:
“Existem coisas na vida que não tem preço, as coisas do amor. Lembro quando estudava
engenharia fora, em Campinas-SP, e passamos por muita dificuldade financeira
a ponto de eu quase não poder prosseguir. E tinha ainda as dificuldades de
sempre com os estudos, o cansaço cotidiano. Nos momentos mais críticos eu
voltava para casa, abatido. Foi quando minha mãe começou a se dedicar mais às
artes e principalmente à arte sacra. Eu voltava para casa e a via de manhã
arrumando a casa e fazendo o almoço. À tarde, dando aulas como professora
primária. À noite, às vezes até tarde mesmo, ela ficava no cantinho dela
fazendo santos. Quando me lembro disso, sempre choro. Foi o que segurou as
pontas e me servia de exemplo para continuar a luta. Com a proteção de Nossa
Senhora”. E prossegue: “Comentaram uma vez comigo que os
rostos e mãos das esculturas de minha mãe, unanimemente os mais lindos do
mundo, mas sou suspeito para falar, são parecidos com a minha irmã e comigo.
Entendi então que deve ser por onde sai tudo que ela sente. Por isso é tão
bonito o trabalho dela”. |